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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

.guarda-sol ou guardassol?

Fonte da imagem: AQUI. 
O título da mensagem foi um grande susto, não foi? Tenha calma, pois, neste caso, o AO está totalmente inocente!

O que me levou a escrever esta mensagem foi este extrato de uma resposta dada num blogue que encontrei no âmbito de uma pesquisa: “guarda-sol agora é guardassol. Segundo a nova regra, quando o primeiro elemento termina em vogal e o segundo começa com r ou s, não se usa hífen, e essas consoantes devem duplicar-se. Achei bem esquisito!!! Rs(In http://navblog.uol.com.br/comment.html?postFileName=2009_03-14_15_46_43-5699247-0&idBlog=2793706)

Esta resposta não tem sentido e é uma leitura desatenta das Bases XV e XVI do texto do AO. A resposta dada no blogue socorre-se do nº 2 a) da Base XVI: “Não se emprega, pois, o hífen: Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo estas consoantes duplicar-se, prática aliás já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científico e técnico. Assim: antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como  biorritmo, biossatélite, eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia.
Problema: Esta regra do hífen aplica-se apenas às formações por prefixação.

O caso de guarda-sol é descrito na Base XV, nº 1: “Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido: ano-luz, arcebispo-bispo, arco-íris, decreto-lei (..); conta-gotas, finca-pé, guarda-chuva.
Conclusão: sendo um composto verbo+nome (como conta-gotas, finca-pé e guarda-chuva), continuamos a escrever… guarda-sol!


Abraço.
AP

6 comentários:

  1. Olá Multiplicador(a), Feliz 2013 de muitas coisas boas pra você e sua família!

    Nossa postagem mais recente trás um resumo de 2012, citando os TOP10: quem mais enviou visitas; as postagens mais visualizadas e quem mais comentou no E.M.. E ainda algumas informações úteis à parceria. Veja se seu nome e/ou seu blog estão nas listas. Não deixe de ler, é muito importante!

    http://www.educadoresmultiplicadores.com.br/2013/01/em-2013-os-educadores-escrevem-historia.html

    Em 2013 teremos boas novidades para os Educadores Multiplicadores. Mas para que elas aconteçam, verdadeiramente, sua participação é fundamental.

    Já somos mais de 100 Multiplicadores e vai continuar aumentando de maneira saudável. Pensando nesse crescimento e agilidade na comunicação entre o E.M. e os parceiros, estamos solicitando que entre em contato conosco pela aba de @contatos do E.M. ou do Marquecomx e nos envie:

    E-mail, nome de seu blog cadastrado e link do mesmo.

    Com isto iremos criar uma lista de e-mails e blogs (não iremos publicar sue e-mail no blog, de forma alguma). Servirá exclusivamente para facilitar/agilizar, e muito, a nossa comunicação, sobrando tempo para as atualizações no E.M. necessárias pra dinamizar a interação entre todos.

    Fico grato pela colaboração e compreensão. Muito obrigado,

    Irivan Rodrigues.

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  2. Na gramática por onde norteio meus estudos há uma observação quanto às palavras que perderam a noção de composição. Uma delas é rodapé, que, mesmo sendo uma composição é de natureza verbal/nominal, escreve-se sem o hífen, pois denomina-se como palavra que, segundo o autor do livro, perdeu a noção de composição". Isso faz sentido? Como podemos identificar essa "perda de noção"? O que isso significa?

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    Respostas
    1. Olá, Max!
      O hífen sempre foi o maior quebra-cabeças da língua portuguesa. Perde-se a noção de composição, pois quando usamos palavras como "rodapé" já não nos damos conta de que lá está um verbo (roda) e um nome (pé). No entanto, podemos dizer que a esmagadora maioria das palavras compostas que resultam da adição verbo+nome são hifenizadas. O AO juntou apenas dois casos à lista das exceções: paraquedas (e restantes da mesma família: paraquedismo, parquedista, etc.) e mandachuva.
      Infelizmente, o único método infalível para identificar a "perda de noção" e, em caso de dúvida, a consulta de um dicionário. Tem aqui no blogue (na banda lateral esquerda) vários dicionários online que podem dar uma ajuda preciosa.
      Abraço e disponha sempre.
      António Pereira

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  3. Como diria o poeta Jessier Quirino, esse blogue é ligeiro que só coceira de preá!!! hahaha
    Certamente recorrerei mais vezes às suas ajudas preciosas.
    Muito obrigado.

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  4. Parabéns pelo blog, gostei muito das explicações.

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