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domingo, 20 de janeiro de 2013

."A falsa unidade ortográfica" - Regina Rocha


Nota prévia: Já disse aqui, mais do que uma vez, que sou um divulgador crítico do Novo Acordo Ortográfico. Uma das vantagens que lhe reconheço é uma efetiva  simplificação das regras, sobretudo na hifenização. Ainda assim, essa vantagem fica “manchada” por duas constatações:
a) As exceções consagradas eram dispensáveis (como compreender que se tenha suprimido o acento desambiguador na forma verbal para, mantendo-o, por exemplo, no infinitivo pôr?);
b) O Vocabulário do Portal da Língua Portuguesa (VOP) e o Vocabulário da Academia Brasileira de Letras (VOLP) não coincidem na leitura do texto do Acordo. O VOLP aplica as regras “à risca”, enquanto o VOP adota uma perspetiva “criativa”/complicativa. Exemplos: à-vontade e à vontade (cá) vs. à vontade (lá); cor-de-rosa e cor de rosa (cá) vs. cor de rosa (lá).
Face ao nó górdio em que o AO se transformou, acho que deve haver ajustamentos/reformulações, mas não sou defensor da sua suspensão ou revogação. No entanto, por uma questão de princípio, e concordando que o objetivo de unificar as normas  euro-afro-asiático-oceânica e brasileira é utópico, não poderia deixar de divulgar aqui o texto de Maria Regina Rocha “A falsa unidade ortográfica”, publicado no jornal Público de ontem.
 
A falsa unidade ortográfica
O Acordo Ortográfico está em causa. Instituições e publicações há que o aplicam; outras, que o rejeitam. O grande público contesta-o, e a esmagadora maioria dos cidadãos não consegue compreender o que se está a tentar fazer à Língua Portuguesa.