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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Os presidentes também erram - Pedro Santana Lopes


COMENTÁRIO:
Ou muito me engano ou as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre do AO90 sao apenas o pretexto para uma bicada venenosa de Pedro Santana Lopes   


Os Presidentes também erram
Todos têm direito a errar, até o Presidente, mas há umas matérias mais sensíveis.

É bastante curioso que as reações mais críticas às declarações do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa sobre o acordo ortográfico tenham vindo de responsáveis de outros países da CPLP ou mesmo do seu secretário executivo. Declarações críticas ou de moderação, como até foi o caso de responsáveis de Angola e de Moçambique. O que não se ouviu, certamente, foi uma voz que fosse dos responsáveis dos outros países que compõem a CPLP de apoio à linha política das declarações do novo Presidente português. Nem de Moçambique, nem de Angola, os tais países que ainda não ratificaram. E assume especial significado no caso de Moçambique, porque era o país que Marcelo Rebelo de Sousa estava a visitar em clima de grande alegria e satisfação. Da parte do Governo português já se sabe que houve completo distanciamento nas palavras prudentes do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Ação em tribunal contra aplicação do Acordo Ortográfico!

COMENTÁRIO:
A grande vantagem desta iniciativa é esclarecer, de uma vez por todas, se a aplicação do documento é ou não ilegal/inconstitucional. Estranho é que só agora se tenha avançado com a ação judicial, uma vez que os fundamentos que lhe estão subjacentes não são novos.

A Associação Nacional de Professores de Português (Anproport) e um grupo de cidadãos apresentaram hoje, no Supremo Tribunal Administrativo, uma ação judicial popular para anular a norma que aplica o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90).

A ação, segundo um comunicado hoje divulgado, pretende impugnar a resolução do Conselho de Ministros 8/2011, do Governo de José Sócrates, que aplica o AO90 ao Governo e organismos dependentes (escolas públicas por exemplo) e à Função Pública, a partir do início de 2012.
A resolução contém “ilegalidades flagrantes” e o AO90 “não está em vigor juridicamente” e é “inconstitucional a vários títulos”, diz-se no comunicado.

terça-feira, 10 de maio de 2016

NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: ponto da situação!

Nos últimos dias, as questões à volta da (i)legalidade da aplicação do Novo Acordo Ortográfico e a (des)necessidade de repensar as suas regras foram reavivadas pelas declarações do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, à RTP África, durante a sua visita oficial a Moçambique:
Nós estamos à espera que Moçambique decida sim ou não ao Acordo Ortográfico. Se decidir que não, mais Angola, é uma oportunidade para repensar essa matéria.
Questionado hoje, MRS recusou-se a fazer mais comentários sobre o assunto, dizendo que "É um não tema. É uma não questão"…
Há dias, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que o AO90 se encontra em vigor “em Portugal e em mais três países", o que não corresponde à verdade, como vamos ver.

PONTO DA SITUAÇÃO:
1.     Foi ratificado nos parlamentos nacionais de PORTUGAL, BRASIL, TIMOR-LESTE, SÃO TOMÉ E PRÍNCIPEGUINÉ-BISSAU e  CABO VERDE.
2.      Entrou em vigor pleno em PORTUGAL (maio de 2016), CABO VERDE (outubro de 2015) e BRASIL (janeiro 2016).
3.      Aguarda ratificação pelo parlamento em MOÇAMBIQUE.
4.      Em ANGOLA, tudo na estaca zero, pois ainda não foi regulamentado a nível governamental.

Abraço.
ProfAP

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Há marcha-atrás no Acordo Ortográfico?


NOTA PRÉVIA:
Como diz o povo, “o que nasce torto tarde ou nunca se endireita”. O AO90 nasceu torto, cresceu torto e tarda em se endireitar! Quanto a Marcelo Rebelo de Sousa, o que disse foi que “se Moçambique e Angola decidirem não ratificar o Acordo Ortográfico, isso será uma oportunidade para repensar a matéria”. O que é repensar a matéria? Aguardemos, sobretudo porque o atual presidente não tem sido consistente nas opiniões que manifestado sobre o assunto. Veja, no texto abaixo transcrito, o extrato destacado a negrito e fluorescente.

Data da notícia: 3/5/2016
Fonte: Revista Visão online.

Há marcha-atrás no Acordo Ortográfico?

Moçambique é um dos países que ainda não ratificou o Acordo Ortográfico. De visita àquele país africano, Marcelo Rebelo de Sousa reacendeu o debate sobre o tema. Mas voltar atrás é mais complicado do que parece

Alguns defendem apenas alterações ao Acordo Ortográfico assinado em 1990, mas mudar as regras de escrita da língua Portuguesa poderá implicar um novo tratado. Pelo menos, assim o entende um dos críticos que mais tem trabalhado nas questões jurídicas associadas ao documento, Ivo Barroso: “Alterar o acordo é muito difícil. Para isso teria de haver um protocolo modificado. Na prática, uma alteração é um novo acordo, que obrigaria a iniciativa do Governo, discussão na Assembleia da República e ratificação pelo Presidente da República”.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Malaca Casteleiro rejeita "fracasso" no Acordo Ortográfico!

"Neste momento, não se deve mexer no que está feito", defende o linguista

NOTAS PRÉVIAS:
1. Não se deve mexer no que está feito? O que está mal feito deve ser sempre rapidamente corrigido, sobretudo tendo em conta que o texto do AO90 parece ter sido escrito em cima do joelho e de forma pouco rigorosa.
2. Em relação à ratificação, falta Angola e Guiné-Bissau? Malaca Casteleiro tem de rever as suas notas, pois está equivocado. “Com exceção de Angola e de Moçambique, todos os restantes países da CPLP já ratificaram todos os documentos conducentes à aplicação desta reforma.” (Portal da Língua Portuguesa).
3. MC mostra-se confiante em que Macau virá a adotar o Acordo Ortográfico. Grande façanha num espaço em que o uso português quase limita a vestígios escritos (em placas ou prédios) que ninguém entende. Quando, ainda antes da transferência da administração para a China, lá estive, não me cruzei com ninguém que falasse a nossa língua.


O linguista Malaca Casteleiro rejeitou hoje qualquer "fracasso" relativamente ao Acordo Ortográfico, de que foi um dos principais impulsionadores, desvalorizou a demora na aplicação e defendeu que "não se deve mexer no que está feito".
"Não há aqui nenhum fracasso. Há naturalmente um tempo de implementação do acordo que exige, digamos, percursos diferentes para os diferentes países", afirmou, em declarações aos jornalistas, à margem da Conferência Internacional sobre Ensino e Aprendizagem de Português como Língua Estrangeira, que decorre na Universidade de Macau entre hoje e sábado.
"Neste momento, não se deve mexer no que está feito", sustentou.

O facto de o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, ter escrito um artigo de opinião no jornal Expresso utilizando a antiga grafia foi interpretado, particularmente, pela corrente que contesta a reforma linguística, como um sinal de esperança relativamente a uma eventual reabertura do debate em torno de uma matéria que continua sem ser consensual.
"Se está em vias de aplicação em todos os países por que é que agora vamos rever, criar mais um empecilho para se conseguir a unificação ortográfica? É contraproducente. Do ponto de vista da política da língua não é conveniente", observou Malaca Casteleiro.
"O Presidente da República tem todo o direito de escrever como ele quiser como cidadão. Quando é Presidente da República tem de cumprir a lei. E, neste momento, o Acordo Ortográfico constitui lei em Portugal e, portanto, tem de ser aplicada -- só isso", afirmou.
Questionado sobre se voltaria atrás em algum aspeto do Acordo Ortográfico, Malaca Casteleiro respondeu que "pode haver algum aperfeiçoamento", contudo, "reservaria esse aperfeiçoamento para depois da sua implantação em todos os países de língua portuguesa".
Mas nem todos os membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) ratificaram o Acordo Ortográfico, subscrito nos anos 1990.
"Esse trabalho está a ser feito", vincou o especialista, recordando que "já só falta praticamente" Angola e Guiné-Bissau.
Malaca Casteleiro manifestou-se ainda confiante relativamente a uma eventual adoção do Acordo Ortográfico por parte de Macau, uma Região Administrativa Especial da China onde o português constitui uma das duas línguas oficiais pelo menos até 2049.
"Já temos discutido por várias vezes essa questão. Há de lá ir, a questão vai devagar. (...) O acordo vai chegar lá", observou Malaca Casteleiro, que colabora na elaboração de manuais de ensino do Português como língua estrangeira para aprendentes chineses com uma instituição de ensino superior de Macau que -- como enfatizou -- "estão conforme o Acordo Ortográfico".

sábado, 2 de abril de 2016

auto-estrada ou autoestrada?

Mais trabalhos de casa para os jornalistas de TVI, já!

Há pouco, no “Jornal da 8” da TVI, abri a boca de espanto pelas imagens do colapso do piso da A14 e logo a seguir por mais uma gafe na aplicação do Novo Acordo Ortográfico, sobretudo por se tratar de uma regra geral de hifenização que nada tem de complicado…
Auto-estrada” seria a grafia certa no jornal “Público” ou no canal de televisão do “Diário Económico”, uma vez que estes órgãos de comunicação continuam a seguir as regras de 1945, não aplicando o AO90. Tendo a TVI adotado as novas regras, aquele hífen é um intruso…

AO45 – BASE XXIX
AO90 – BASE XVI
Havia hífen com os elementos de origem grega auto, neo, proto e pseudo quando o 2.º elemento tinha vida à parte e começava por vogal, h, r ou s.
Logo, auto-estrada.
O falso prefixo auto está abrangido pela regra que determina que só há hífen quando o 2.º elemento começa por h (auto-hipnose, auto-hemoterapia) ou se a letra final do 1.º elemento for igual à inicial do 2.º elemento (auto-observação, auto-organização).
Logo, autoestrada.

Abraço.

ProfAP

quarta-feira, 30 de março de 2016

Mais uma vez, um “CONTATO”… mas SEM TATO!

Vi em Setúbal este cartaz... Além do vestuário, é urgente doar um "C" à Cáritas!

A forma como a BASE IV do AO90 está redigida contribui para aplicações disparatadas das regras com a eliminação a eito do da letra C: dição, fato, pato (!)…
Entrando nos sites das empresas portuguesas, tropeçamos com alguma frequência nos “CONTATOS”, grafia válida apenas para o Brasil.
Em caso de dúvida, o melhor mesmo é uma ida ao dicionário. É rápido, eficaz. Aconselho duas fontes online totalmente fiáveis: www.infopedia.pt (PORTUGAL) e http://www.academia.org.br/nossa-lingua/busca-no-vocabulario (BRASIL).

Abraço e manter-nos-emos em CONTACTO!
ProfAP