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domingo, 4 de março de 2018

No Algarve houve mesmo um MINI-TORNADO?



Uma língua que tem o hífen no ADN garante-nos emoções fortes! Os prefixos (no caso de hoje, falso prefixo) são a casca de banana à espera de um pezinho a ser posto em falso… Foi o aconteceu há pouco com a TVI numa reportagem sobre a tempestade que se abateu sobre o Algarve.
Neste caso, não podemos culpar o AO90, pois a regra data de… 1945!
O que se deu no Algarve: um "mini-tornado" ou um "minitornado"?
Sistematizemos:
AO90
MINITORNADO


Aplica-se a regra geral que determina que nas formações por prefixação, há hífen:
a) Se a letra final do prefixo (ou falso prefixo) for igual à que inicia o segundo elemento;
b) Antes de h.
AO45
MINITORNADO


A par de outros, o elemento MINI não consta do texto do AO45, o que deu origem a interpretações díspares:
a) Para uns, havia hífen de vogal ou h;
b) Outros entendiam que só se colocava hífen antes de h;
c) Segundo o nosso grande Rebelo Gonçalves (filólogo e lexicógrafo), qualquer prefixo (ou falso prefixo) não mencionado no texto do AO45 não podia, em nenhuma circunstância, ser seguido de hífen. Era a razão por que se escrevia, por exemplo, “micro-ondas”, “metaistória” e “megaassembleia”. Ver Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa (1947).

Abraço e boa semana para todos!
ProfAP

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Academia das Ciências quer aperfeiçoar o Acordo Ortográfico!


ENTREVISTA ao jornal Público (12-12-2016)

“Nós consideramos que o normal é o respeito pelas ortografias nacionais”
O presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Artur Anselmo, anuncia para Janeiro um documento chamado Subsídios para o Aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico. É o retomar da polémica pelo lado científico, num campo em que "a política é incompetente".

Presidente da Academia das Ciências de Lisboa até finais de 2018, filólogo, professor, autor do recente História do Livro e Filologia (Ed. Guimarães, 2015), Artur Anselmo é, aos 76 anos, impulsionador de um movimento de rejuvenescimento da Academia, onde acabam de ser admitidos, na 1.ª secção da Classe de Letras, Manuel Alegre, Helder Macedo (efectivos), António Lobo Antunes e José Manuel Mendes (correspondentes). No dia 15 de Dezembro, às 15h, o ano académico encerrará com uma conferência do general Ramalho Eanes, intitulada Portugal no Tempo e no Mundo. Para 2017, anuncia-se uma proposta de revisão do acordo ortográfico de 1990 [AO90] sob o prisma da ciência, em detrimento da política. Artur Anselmo explica as razões de tal iniciativa.

Um ano depois do colóquio Ortografia e Bom Senso, anuncia-se um dicionário para 2018 e um “aperfeiçoamento” do acordo ortográfico. Isso significa o quê?
Muitos confrades de ciências estão a participar nos trabalhos do Dicionário. Na área da Química, da Biologia, da Botânica, das ciências da Terra, das ciências do Espaço. Isso não aconteceu em 2001, porque o dicionário foi feito, em boa parte, sob a direcção do confrade João Malaca Casteleiro, por licenciados, professores de Português, jovens, pessoas que não eram especialistas. Daí lacunas terríveis que ocorreram. No outro dia descobri que faltava a palavra “robalo”! Ou “semiótica”! Ou “semiologia”!

E quanto ao chamado "acordo ortográfico"?