Fonte desta magnífica foto: AQUI.
Questão 1: com ou sem hífen?
Antes de mais, não percamos de vista
com que estamos a falar de uma “árvore de grande porte (chega a atingir 150
metros de altura, nas florestas da Califórnia)” (Infopedia.pt). E isso faz toda
a diferença, pois, ao falarmos de uma espécie botânica, viajamos direitinhos a
este extrato da Base XV do Novo Acordo Ortográfico: “Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam
espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou
qualquer outro elemento”. Resposta 1: com
hífen!
Questão 2: com ou sem acento?
Antes do Novo Acordo, este ditongo
aberto, salvo raras exceções (como comboio
e dezoito), era acentuado. A Base IX
do NAO traz novidades: “Não se
acentuam graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tónica
das palavras paroxítonas”. Sendo sequoia uma palavra paroxítona (grave)… adeus acento! A regra é
incómoda, pois desconfigura-nos os automatismos, mas tem uma vantagem preciosa:
não tem exceções. Resposta 2: sem
acento!
À exceção do VOLP da Academia Brasileira
de Letras, nenhuma outra fonte consultada regista a nossa espécie botânica
(que pode chegar aos 3000 anos!). Este composto (do inglês sequoia, de See-Quayah,
antropónimo) devia estar registado em todos os dicionários e
vocabulários com esta grafia: sequoia-gigante!
CONCLUSÃO:
Portugal
(norma luso-afro-asiática) e Brasil (norma brasileira)
sequoia-gigante
|
Abraço.
AP
P.s.:
