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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Língua Portuguesa: plural de hífen

Boa tarde!
Nesta tarde de sol, em que a Arrábida se recorta, magnífica, como um autocolante, contra um não menos magnífico céu azul-seco, passo a partilhar a resposta a uma pergunta que me fazem com alguma frequência: qual o plural de hífen?
Embora no Brasil existam dois plurais (hífens e hífenes), em Portugal, segundo Rebelo Gonçalves, há apenas um: hífenes.
O petisco divulgado há cerca de uma semana foi um sucesso! Para continuar ter acesso à "Caldeta de Novo Acordo Ortográfico", é só clicar AQUI!
Que o Carnaval (o NAO mantém a maiúscula nas palavras que designam festividades) seja divertido para todos!
ProfAP

P.s.: Como podei de manhã um dos meu limoeiros, para aproveitar os limões dos ramos cortados, vou experimentar esta tarde uma receita de geleia de limão. Se resultar, partilhá-la-ei convosco. Os amigos e colegas que costumam (a)provar as minhas compotas terão também direito a uma degustação ;)

domingo, 18 de dezembro de 2011

.alcoolémia ou alcoolemia? leucémia ou leucemia? Etc.

Olá!
Aqui fica uma sistematização de respostas a dúvidas apresentadas em sessões sobre o Novo Acordo Ortográfico. A maior parte resulta de intervenções de professores que estiveram no seminário de 30/11, realizado na Mouzinho da Silveira (Baixa da Banheira).
A. Duplas grafias… ou não!
1. Pronunciam-se de duas maneiras com sílaba tónica na letra a negrito as seguintes palavras: alcoolemia/alcoolémia; tulipa/túlipa; zângão/zangão.
2. Em leucemia carrega-se o i e não no e. A leucémia poderá ser uma contaminação da pronúncia em inglês (“leukímia”).
3. Quanto a pólipo, aconselharia o uso do termo acentuado, uma vez que, tendo consultado vários dicionários, encontrei apenas num deles a versão “polipo”, mas explicado de forma pouco clara.
B. Plurais
Como referi numa das sessões: a) o plural de acordo é acordos (pronunciado ô como no singular); quanto a  molho, a pronúncia do singular mantém-se no plural: "môlho"- "môlhos" e "mólho"-"mólhos". Transcrevo a resposta dada pelo Ciberdúvidas em 1997:
“O plural de acordo (côr) é acordos (côr).
Em molho, temos duas palavras:
a) Molho (/môlhu/) a significar aquele líquido que se põe nas iguarias para lhes dar determinado sabor. O plural é /môlhos/.
b) Molho (mó) significando braçado, paveia: um molho de palha. O plural é /mólhos/.”
C. Pronúncia
Embora as regras que regem a pronúncia sejam mais ou menos tolerantes e o conceito de correto e incorreto tenha alguma flexibilidade, aqui ficam as respostas (validadas pelo Ciberdúvidas):
1. Em cadáveres, o e deve ser pronunciado aberto (como no singular), seguindo o paradigma de repórter (/repórtéres/), éter (/étéres/), cárter (/cártéres/) ou líder (/lídéres).
2. Quanto a intoxicar (aplicável a outros casos como tóxico e toxina), embora a pronúncia “x” esteja num dicionário recente, a opção por “ks” deve ser preferida. Extrato da resposta dada em 2007 pelo Ciberdúvidas a um consulente: o Vocabulário da Língua Portuguesa (1966), de Rebelo Gonçalves, indica claramente que a letra <x> deverá ser pronunciada como [ks]. Do ponto de vista normativo, é, pois, preferível esta última pronúncia, muito embora o uso que indigna a consulente esteja em expansão e, como se vê, já tenha chegado a obras com finalidades normativas.
D. Derivados de topónimos
1. Relativamente à questão já aqui abordada sobre os habitantes de S. João da Madeira, podemos usar, segundo o Portal da Língua Portuguesa, quatro palavras: sanjoaninos, sanjoanenses, são-joaninos e são-joanenses.
2. Por estranho que possa parecer, podemos chamar aos habitantes do Canadá: canadianos, canadenses e canadienses.
Uma saudação para todos (com especial carinho para os meus colegas “profes”, sobretudo para que os que andam mais desanimados).
Boa escrita!
AP

sábado, 19 de novembro de 2011

Acordo: rosa-chá e derivados de topónimos (esclarecimentos)

Esclarecimentos a questões apresentadas por colegas, no âmbito do seminário "Viagem ao Interior do Novo Acordo Ortográfico".
1. Escola EB 2/3 Viso, em Viseu:
Rosa-chá tem obrigatoriamente hífen, pois é uma espécie botânica (variedade de rosa, amarelada, cujo aroma se assemelha ao do chá). Já tinha hífen antes do AO. (Regra 6. i) do Guia Expresso para a Mudança, disponível na banda lateral direita do blogue).
Aqui está a rosa-chá!

2.  Escola Básica de Mafra:
Os habitantes de S. João da Madeira são, seguramente, são-joanenses, tendo encontrado também as versões são-joaninos e sanjoanenses. As designações compostas derivadas de topónimos levam obrigatoriamente hífen (Regra 7. b) do Guia Expresso para a Mudança).
Irei contactar os serviços culturais da Câmara para confirmar a validade das três designações apresentadas.
Bom fim de semana para todos... e boa escrita "renovada".
António Pereira

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Acordo: Derivados de topónimos (esclarecimento)

Na sequência de uma questão apresentada por uma colega na "Viagem ao Interior do Novo Acordo Ortográfico", na Escola Básica de Mafra, aqui fica o que já apurei.
Os habitantes de S. João da Madeira são, seguramente, são-joanenses, tendo encontrado também as versões são-joaninos e sanjoanenses. As designações compostas derivadas de topónimos  levam obrigatoriamente hífen (regra 7. b) do Guia Expresso para a Mudança, disponível na banda lateral direita do blogue).
Irei contactar os serviços culturais da Câmara para confirmar a validade das três designações apresentadas.
Bom fim de semana para todos... e boa escrita "renovada".
António Pereira

sábado, 22 de outubro de 2011

A propósito do Acordo I: luso-africana ou lusoafricana?

É frequente os guias disponíveis no mercado ou para descarregamento na Internet oscilarem entre as grafias luso-africanalusoafricana. Antes era com hífen... E agora?
Atirei-me ao assunto e aqui fica o que apurei:
1. Consultando o MorDeb, no Portal da Língua Portuguesa, encontrei, de forma cristalina: luso-africana.