No cinema encontrei esta "paranóia" acentuada...
Aqui, o Novo Acordo
Ortográfico introduziu uma mudança na acentuação (tanto no Brasil como em
Portugal).
Escrevíamos “paranóia”,
mas a nova regra arrastou o acento para a poeira do esquecimento ou para o
pelourinho do descontentamento, consoante os casos:
“Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tónica das palavras
paroxítonas (…): assembleia, boleia, ideia (…), Azoia, boia (…), estroina,
heroico, introito, jiboia, moina, paranoico, zoina.” (Base IX, nº 3).
Em Portugal, o
ditongo ei já não era acentuado,
pelo que esta é uma das raras situações em que o Brasil é o mais afetado.
CONCLUSÃO:
PORTUGAL e
BRASIL
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Escrevíamos paranóia mas passamos a
escrever paranoia.
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Notas:
- A vantagem desta alteração é que
passámos a ter uma regra sem exceções, enquanto a que a determinava a
acentuação do ditongo oi admitia
casos especiais como comboio, boina e dezoito).
- O acento só é retirado dos ditongos ei e oi nas palavras paroxítonas (graves). Nas palavras oxítonas (agudas), estes ditongos, quando abertos, mantêm o acento agudo: dói, destróis, véu, papéis.
Com ou sem
acento, o meu abraço é sempre garantido para todos!
António
Pereira