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terça-feira, 17 de abril de 2012

Acordo: Opinião sobre um novo guia (Univ. Coimbra)

Já aqui defendi a opinião de que não vale a pena gastar dinheiro em guias, uma vez que os gratuitos disponibilizados no sítio da DGIDC têm qualidade superior à generalidade dos que estão no mercado.
O guia que adquiri recentemente (Acordo Ortográfico 2011 – O Que Mudou no Português Europeu, de Isabel Lopes e Ana Teresa Peixinho), publicado mesmo no final de 2011, vem dar-me razão. Considerando o currículo das autoras e o prestígio da instituição que o sustenta (Universidade de Coimbra), estava com expetativas elevadas. Afinal, uma deceção, pelas razões passo a expor.

1. Relativamente aos pontos cardeais, diz-se (pág. 24) que se mantém a maiúscula «quando se referem a regiões».
Observação: Ao contrário do AO45, o texto não refere regiões. Parece-me ser excessivamente simplista esta interpretação do «empregados absolutamente». Por outro lado, ela não explica que devamos escrever «Vou para o Norte» e «Vou para o norte de Portugal».
2. No uso facultativo de maiúsculas e minúsculas (pág. 25), apresenta-se o exemplo Praça da República vs. praça da república.
Observação: O NAO refere a opcionalidade na “categorização” do logradouro, pelo que a palavra República tem de manter a maiúscula, como acontece neste exemplo dado no texto do Acordo: Largo ou largo dos Leões.
3. Nas duplas grafias (pág. 28), para o português europeu é apresentada uma lista de exemplos que, segundo as autoras, são casos registados no VOP.
Observação: Tive dúvidas nalguns casos e fui ao VOP. Conclusão: cético, sectorização, vetor e sumptuoso (apresentados como situação de dupla grafia) têm uma única grafia em Portugal.
4. Em relação às situações de salvaguarda do c e p não pronunciado, diz-se (pág. 29) que «As consoantes c e p conservam-se também nos topónimos, antropónimos e nomes de empresas, sociedades, marcas ou títulos, para ressalva de direitos» e remete-se para a Base XXI do Acordo.
Observação: Este parece-me ser um lapso óbvio ou um erro grosseiro de interpretação, pois a Base XXI não inclui os topónimos.
5. Sobre o uso facultativo do acento circunflexo, apresenta-se (pág. 32) a possibilidade de usar fôrma e forma.
Observação: Tratando-se de um guia para o português europeu, é estranha esta “involução”, uma vez que na norma luso-africana este acento já não existia. Parece-me que esta facultatividade tem a ver com a norma brasileira.
6. Sobre o hífen (pág. 34), dá-se como exemplo de alteração sub-aquático (antes do AO) para subaquático (depois do AO).
Observação: Já escrevíamos subaquático, de acordo com o art. 7.º da Base 27 da Convenção de 45 que determinava o uso de hífen com o prefixo sub apenas «quando o segundo elemento começa por b, por h (…) ou por um r».
7. Também sobre o hífen (pág. 35) são dados como exemplos de alterações, entre outros, mini-saia vs. minissaia e bio-ritmo vs. biorrritmo.
Observação: Se por um lado minissaia já era admitido, biorritmo não era hifenizado.

Antes de publicar esta mensagem, enviei a apreciação ao Ciberdúvidas para saber a opinião de um dos seus especialistas. Pode ver a resposta AQUI.

A resposta dada pelo Ciberdúvidas evidencia o nó górdio em que, em certos casos, as duplas grafias se transformaram. Pretendendo o Acordo simplicar e uniformizar, não se compreende esta dança assíncrona entre a Porto Editora e a Priberam e o Portal da Língua Portuguesa e, dentro deste, entre o VOP e o Lince!

Abraço a todos!
ProfAP
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

OPINIÃO: Prontuário Ortográfico da Casa das Letras


Olá a todos!
Chegou-me recentemente às mãos o PRONTUÁRIO ORTOGRÁFICO e Guia da Língua Portuguesa (50ª edição) da Casa das Letras/grupo Leya. Após uma análise atenta do seu conteúdo, aqui fica a opinião.
O POSITIVO:
1. Apresenta um conjunto útil e diversificado de informações (vocabulário específico de várias áreas, listas de abreviaturas, siglas, acrónimos, etc.).
2. Faz uma viagem ao interior de aspetos essenciais da língua portuguesa (acentuação, ortografia, regras de pontuação e de concordância, figuras de estilo…).
3. Integra as alterações introduzidas pelo Novo Acordo Ortográfico. Neste domínio, ao contrário da generalidade dos guias, preceitua (e bem!) o uso do acento que distingue:
a) o presente (amamos/falamos) do pretérito perfeito (amámos/falámos), nos verbos da 1ªconjugação;
b) no verbo dar, o presente do conjuntivo (dêmos) do pretérito perfeito (demos).
O NEGATIVO:
No “Vocabulário Geográfico Geral (países e cidades mais importantes)” a regra que determina que se usa hífen ”nos topónimos iniciados por grã, grão ou por forma verbal ou ligados por artigo(sendo exceções Guiné-Bissau e Timor-Leste), não é aplicada uniformemente.
Assim, não me parecem adequados os hífenes colocados em Guiné Conacri e Papua Nova Guiné.
CLASSIFICAÇÃO GLOBAL: MUITO BOM.
Boa leitura para todos!
AP

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Nova Ortografia: Guia da Priberam (Opinião)

Clique na imagem e entre no Guia!
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  1. Destaco a preocupação que houve de informar o utilizador de que o guia se aplica ao Português Europeu.
  2. No capítulo “Consoantes Mudas”, em relação às duplas grafias, são apresentados, entre outros, os seguintes exemplos: infecção/infeção, infeccioso/infecioso e peremptório/perentório. Consultando o Portal da Língua Portuguesa, que é o órgão oficial do Acordo, no VOP (Vocabulário Ortográfico do Portuguesa), obtemos a  informação de que infeccioso, infecção e peremptório não são aconselháveis em Portugal. Nos dois primeiros casos, há dupla grafia para o Brasil, enquanto que no terceiro, usa-se peremptório no Brasil e perentório em Portugal.

sábado, 3 de setembro de 2011

Opinião sobre o Guia do Expresso

Opinião sobre o guia “Novo Acordo Ortográfico” (dado com o “Expresso” em 3/9/11):
Globalmente, é um trabalho muito bom, superior à generalidade dos guias que estão à venda. Quanto a detalhes:
a)      Na página 13, diz-se que, segundo o texto Acordo, 575 palavras admitem dupla grafia no português europeu. Esse número aplica-se a todo o mundo da lusofonia. Segundo o ILTEC, são cerca de 200 as palavras com dupla grafia no português europeu;
b)      Na página 26, são apresentados exemplos de duplas grafias para Portugal. Acontece que várias dessas palavras são apresentadas no VOP (Vocabulário Ortográfico do Português, referido no final do guia como fonte) como tendo uma única grafia. Bissetriz, epilético, inseticida e jato são alguns exemplos. Há, de facto, dupla grafia, mas apenas no Brasil;
c)      Na página 37, no uso do hífen, não foram referidos os topónimos iniciados por forma verbal. Exemplos: Abre-Campo e Mira-Sintra.
O que fica dito não impede que vos aconselhe vivamente a ter este guia em destaque na vossa secretária.