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sábado, 7 de janeiro de 2017

Alto e para o baile!

Um amigo enviou-me este post de Francisco Seixas da Costa. Não é recente, mas não deixa de ser uma forma criativa e bem-humorada de crítica ao AO90. Já agora, ficam os votos de que 2017 seja um ano de folia. Logo, todos para o baile!

E AINDA DIZEM MAL DO ACORDO...
No passado escrevia-se "Alto e pára o baile". Isso significava "deixem-se de boa vida e vão trabalhar!"
Com o fim do acento agudo na palavra "pára", a expressão fica "Alto e para o baile!", o que quer dizer, literalmente, "deixem de trabalhar e vão para a boa vida!".
Há ou não vantagens com o Acordo Ortográfico?!
Francisco Seixas da Costa

Abraço.
ProfAntónio

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Academia das Ciências quer aperfeiçoar o Acordo Ortográfico!


ENTREVISTA ao jornal Público (12-12-2016)

“Nós consideramos que o normal é o respeito pelas ortografias nacionais”
O presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Artur Anselmo, anuncia para Janeiro um documento chamado Subsídios para o Aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico. É o retomar da polémica pelo lado científico, num campo em que "a política é incompetente".

Presidente da Academia das Ciências de Lisboa até finais de 2018, filólogo, professor, autor do recente História do Livro e Filologia (Ed. Guimarães, 2015), Artur Anselmo é, aos 76 anos, impulsionador de um movimento de rejuvenescimento da Academia, onde acabam de ser admitidos, na 1.ª secção da Classe de Letras, Manuel Alegre, Helder Macedo (efectivos), António Lobo Antunes e José Manuel Mendes (correspondentes). No dia 15 de Dezembro, às 15h, o ano académico encerrará com uma conferência do general Ramalho Eanes, intitulada Portugal no Tempo e no Mundo. Para 2017, anuncia-se uma proposta de revisão do acordo ortográfico de 1990 [AO90] sob o prisma da ciência, em detrimento da política. Artur Anselmo explica as razões de tal iniciativa.

Um ano depois do colóquio Ortografia e Bom Senso, anuncia-se um dicionário para 2018 e um “aperfeiçoamento” do acordo ortográfico. Isso significa o quê?
Muitos confrades de ciências estão a participar nos trabalhos do Dicionário. Na área da Química, da Biologia, da Botânica, das ciências da Terra, das ciências do Espaço. Isso não aconteceu em 2001, porque o dicionário foi feito, em boa parte, sob a direcção do confrade João Malaca Casteleiro, por licenciados, professores de Português, jovens, pessoas que não eram especialistas. Daí lacunas terríveis que ocorreram. No outro dia descobri que faltava a palavra “robalo”! Ou “semiótica”! Ou “semiologia”!

E quanto ao chamado "acordo ortográfico"?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

2 000 000 de visitas!


O número de visitas, vindas de 178 países, atingiu hoje um número redondo: 2 000 000!
Um agradecimento a todos, especialmente para os países que estão no top 5:
1. Brasil (63%)
2. Portugal (31%)
3. Estados Unidos (2,5%)
4. Angola (0,6%)
5. Reino e Espanha (0,4%)

Abraço de Azeitão para o mundo!
ProfAP
Imagem encontrada AQUI.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

"Fatos"... e gravatas!

Ontem à noite, quando me apareceu este título no canto inferior direito do ecrã, nem conseguia decifrar o título...

Esta é uma das confusões geradas pela forma como está redigido o Novo Acordo Ortográfico. Em nome da sacrossanta uniformização, enfiaram tudo no mesmo saco e criaram esta a alínea c) da Base IV, uma verdadeira pérola… de cultura:
Conservam-se ou eliminam-se facultativamente, quando se proferem numa pronúncia culta, quer geral, quer restritamente, ou então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e carateres, dicção e dição; facto e fato, sector e setor, ceptro e cetro, concepção e conceção, corrupto e corruto, recepção e receção;

À primeira vista, parecia claro que, em todo o universo lusófono, coexistiria a dupla grafia facto/fato.
Só a leitura da “Nota explicativa - Anexo II do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” permite esclarecer o equívoco:
O terceiro caso que se verifica relativamente às consoantes c e p diz respeito à oscilação de pronúncia, a qual ocorre umas vezes no interior da mesma norma culta (cf., por exemplo, cacto ou cato, dicção ou dição, sector ou setor, etc.), outras vezes entre normas cultas distintas (cf., por exemplo, facto receção em Portugal, mas fato, recepção no Brasil).
O que deveria estar bem claro no texto principal, surge,  como exemplo, escondido no parênteses de um anexo...

Finalmente, no mesmo anexo, passa-se a bola para que outros façam o trabalho que deveria ter sido feito logo à partida:
Os dicionários da língua portuguesa, que passarão a registar as duas formas em todos os casos de dupla grafia, esclarecerão, tanto quanto possível, sobre o alcance geográfico e social desta oscilação de pronúncia.

“tanto quanto possível”? Boa!

CONCLUSÃO:
Em Portugal, não houve alteração e o facto continua a ser facto!

No Brasil, a Academia de Letras consagra uma dupla grafia fato/facto (também anterior ao AO90), mas, na prática, todos escrevem e dizem fato.

Mas nada desculpa este verdadeiro “lapsus horribilis” do Notícias ao Minuto. Logo, reguada neles!
Abraço.

ProfAP

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Como escrever: SUB-CATEGORIAS ou SUBCATEGORIAS?


Encontrei há pouco, numa das secções do Notícias ao Minuto, a grafia “sub-categorias”. O uso do hífen está certo ou errado?
Leio, com alguma frequência, grafias com “sub-”, como se este elemento de composição de palavras não pudesse viver sem o hífen: “sub-aquático”, “sub-alimentação”, “sub-diretor”, “sub-delegado”, “sub-editor”, “sub-secção”, “sub-chefe”...
Como vamos ver, em todos os casos apresentados, não deve haver hífen. Aplica-se a regra do art. 7.º, Base 27, do AO de 1945 que determina que só há hífen a seguir a sub-, «quando o segundo elemento começa por b, por h (…) ou por um r».
O AO90, meteu os pés pelas mãos em relação a este prefixo, mas não altera a regra do b/h/r.

RESPOSTA:
Devemos escrever, como já escrevíamos: subcategorias!

Nota: Embora tanto o AO45 como o AO90 sejam omissos em relação ao assunto, manda a tradição lexicográfica que usemos hífen também antes de números: sub-15, sub-19, sub-21, etc.

Abraço.

ProfAP

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Os presidentes também erram - Pedro Santana Lopes


COMENTÁRIO:
Ou muito me engano ou as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre do AO90 são apenas o pretexto para uma bicada de Pedro Santana Lopes   


Os Presidentes também erram
Todos têm direito a errar, até o Presidente, mas há umas matérias mais sensíveis.

É bastante curioso que as reações mais críticas às declarações do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa sobre o acordo ortográfico tenham vindo de responsáveis de outros países da CPLP ou mesmo do seu secretário executivo. Declarações críticas ou de moderação, como até foi o caso de responsáveis de Angola e de Moçambique. O que não se ouviu, certamente, foi uma voz que fosse dos responsáveis dos outros países que compõem a CPLP de apoio à linha política das declarações do novo Presidente português. Nem de Moçambique, nem de Angola, os tais países que ainda não ratificaram. E assume especial significado no caso de Moçambique, porque era o país que Marcelo Rebelo de Sousa estava a visitar em clima de grande alegria e satisfação. Da parte do Governo português já se sabe que houve completo distanciamento nas palavras prudentes do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Ação em tribunal contra aplicação do Acordo Ortográfico!

COMENTÁRIO:
A grande vantagem desta iniciativa é esclarecer, de uma vez por todas, se a aplicação do documento é ou não ilegal/inconstitucional. Estranho é que só agora se tenha avançado com a ação judicial, uma vez que os fundamentos que lhe estão subjacentes não são novos.

A Associação Nacional de Professores de Português (Anproport) e um grupo de cidadãos apresentaram hoje, no Supremo Tribunal Administrativo, uma ação judicial popular para anular a norma que aplica o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90).

A ação, segundo um comunicado hoje divulgado, pretende impugnar a resolução do Conselho de Ministros 8/2011, do Governo de José Sócrates, que aplica o AO90 ao Governo e organismos dependentes (escolas públicas por exemplo) e à Função Pública, a partir do início de 2012.
A resolução contém “ilegalidades flagrantes” e o AO90 “não está em vigor juridicamente” e é “inconstitucional a vários títulos”, diz-se no comunicado.