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Este é um caso cujo interesse advém da aplicação sui generis do texto do Novo Acordo
Ortográfico.
Comecemos pelo sentido:
“navio muito rápido, para destruir os barcos torpedeiros, equipado
com aparelhagem especial para dar caça a submarinos”. (Infopédia)
Esclarecido o
sentido, vamos às hipóteses apresentadas no título da mensagem.
A. Destroyer
Estrangeirismo do inglês, é uma grafia válida para Portugal, mas não é usada no Brasil.
B. Destróier
Era a forma utilizado utilizada no Brasil antes da
aplicação do AO. Considerando a base IX, número 3, das novas regras (“Não se acentuam
graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tónica das
palavras paroxítonas”), esperar-se-ia a queda do acento. Foi isso que
aconteceu? Veja a resposta no ponto seguinte.
C. Destroier
Forma claramente fora de jogo, é
inválida tanto para Portugal como para o Brasil.
Embora o AO determine a queda do acento no ditongo oi das palavras graves (como em Troia, joia e jiboia), uma outra regra prevalece: a que determina que todas as palavras paroxítonas terminadas em r são acentuadas.
Conclusões:
Portugal
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Brasil
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destroyer (entre
aspas ou em itálico)
Mas prefira a forma contratorpedeiro.
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destroier (como antes do AO)
Nota: Contratorpedeiro está nos
dicionários brasileiros e no VOLP da Academia Brasileira, mas não sei se é de uso
corrente no Brasil.*
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*- Entretanto, o leitor Charles confirmou-me, nos comentários, que contratorpedeiro é comum no Brasil.
Abraço.
AP






