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domingo, 1 de julho de 2012

Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida…

Hoje, 1 de julho de 2012, saí do ativo. Deixei de ser professor e passei a ser apenas o António Pereira.
Dos 35 anos de profissão, permaneci 28 na Escola Secundária de Ferreira Dias, no Cacém. Vou guardar no coração muitas e boas recordações. Colegas, direção, alunos e encarregados de educação sempre reconheceram o meu trabalho e apoiaram muitas das ideias e propostas que apresentei ao longo dos anos. Saio com a consciência de ter posto o corpo e a alma no exercício do meu ofício. Ultimamente mais corpo do que alma…
Apesar dos 42% de corte, saio inteiro, de olhos postos no futuro. Este desejo incontrolável de liberdade começou a ganhar forma graças a uma pessoa em particular. Aqui lhe deixo, Dra. Maria Lurdes Rodrigues, o meu "agradecimento" público por ter contribuído, de forma tão decisiva, para eu querer mudar de vida…

O blogue manter-se-á ativo e avançarei para outros projetos que irei partilhando convosco.
AP

sábado, 30 de junho de 2012

Animais e plantas cá da casa: a polinização continua...

Olá, mais uma vez!
Afinal, volto a publicar hoje. Há pouco, ao fundo do quintal, reparei na azáfama de abelhas e afins na polinização das feijocas-brancas, cujas sementes me foram oferecidas na Páscoa numa aldeia do concelho de Gouveia.
Dei uma corrida a casa e, de máquina em punho, tive esperança de obter uma boa imagem para vos mostrar. Depois de vários "olhò passarinho!",  aqui fica o resultado. Logo a seguir, o inseto levantou voo e foi à sua vida...
 
 
Apanhado em flagrante... de néctar!


Asas para que vos quero!

Abraço a todos!
ProfAP

Benny, o pinto da Ferreira Dias

A pedido de várias famílias, partilho um pequeno documento para mostrar que o pinto incubado e nascido em fevereiro na Esc. Sec. de Ferreira Dias, no Cacém, cresceu e está de boa saúde. Responde pelo nome (Benny) e adora ser coçado no pescoço e no bico. Finalmente, foi integrado num bando e já aprendeu a tomar banhos de pó (essenciais para a higiene das penas). Quanto ao sexo, de início tinha postura de galo, atualmente inclino-me mais para a hipótese de ser uma "menina". Quando houver uma certeza, direi. Vosso, ProfAP

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Em bom português: precaridade ou precariedade?

Numa conjuntura socioeconómica em que, infelizmente, ouvimos as duas versões da mesma palavra, designando o que é "precário, pouco estável, incerto, frágil", é frequente, nas intervenções dos dirigentes sindicais, a presença da "precariedade". Embora pareça que aquele "e" está ali a mais, garanto-vos que não está!
É assim que deve ser escrito e dito: PRECARIEDADE. A generalidade dos dicionários (tanto de Portugal como do Brasil) registam apenas este termo.

MAS...
Cândido de Figueiredo e António Morais e Silva apresentam, nos seus dicionários, PRECARIDADE como sinónimo de "precariedade"...

CONCLUSÃO:
Seguindo o ponto de vista do Ciberdúvidas, PRECARIEDADE é a palavra mais correta.
Sendo uma questão de mais ou menos, há que ser tolerante. Assim sendo, os professores podem corrigir e propor a versão mais correta, sempre com caráter formativo, não descontando o "erro" na classificação dos trabalhos dos alunos.
Confirma-se, mais uma vez, que poucas coisas são simples na nossa querida língua portuguesa...

Até amanhã!
ProfAP

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Em bom português: perca ou perda?

À partida, poderíamos pensar ter aqui um caso simples com regras de aplicação claras. Tudo aparências, como poderão poder ver no "MAS...". A língua portuguesa é um osso duro de roer quando menos se espera...

Eis o que costumo ensinar:
Ambas as palavras (parónimas) são opções adequadas, mas em diferentes contextos.
A. PERDA é um nome e significa, entre outras coisas, “1. ato ou efeito de perder. 2. privação de uma coisa que se possuía”. Exemplo: “Esta morte é uma perda para todos nós!”
B. PERCA é uma forma do verbo perder: presente do conjuntivo, 1ª ou 3ª pessoa (“Espero que ele perca o medo!”) ou imperativo, 2ª pessoa do plural (“Não perca tempo e corra para o comboio, Dona Lurdes!”).
DICA: A única perca que é nome é a perca-do-Nilo (peixe delicioso!).

MAS...
1. Usar perca com o sentido de perda (“Esta morte é uma perca para todos nós!”) é correto… na linguagem popular. No entanto, não há unanimidade nas fontes em relação à correção/incorreção dos dois termos.
2. O dicionário Aurélio (Brasil) regista perca como nome, correspondendo ao perda da norma luso-africana, dando a ideia de que a norma brasileira é mais aberta em relação ao uso das duas palavras como sinónimos.

Bom São/são Pedro!
ProfAP

segunda-feira, 25 de junho de 2012

.inclusive ou inclusivé?

E a resposta é... inclusive!
Trata-se de uma palavra latina (como em latim, sem acento), sinónima de inclusivamente. Embora em geral a pronúncia seja com o "e" aberto, a palavra é grave com a sílaba tónica em "si": inclusive. Pode ser pronunciada com o "e" final fechado (como em cabide) ou aberto (como em café).
CONCLUSÃO: a grafia que respeita a norma é inclusive e não "inclusivé".
Outros casos semelhantes: exclusive, salve, vide.

Boa semana para todos!
ProfAP

domingo, 24 de junho de 2012

.os media, os média ou os mídia?

A.   Sempre escrevi e ensinei os media, pronunciado com o “e” aberto, como se lá houvesse um acento agudo.
B.   Vários dicionários registam as formas média e media.
C. Os nossos irmãos brasileiros, com sentido prático, criaram os mídia. Nos dicionários de português do Brasil, também encontrei media, sempre sem acento, mas tenho a perceção de que o termo que costumam utilizar é mesmo mídia.
D.   CONCLUSÕES:
1. Não há fundamento para o uso, em Portugal, de mídia, uma vez que é uma palavra confinada à norma brasileira.
2. Considerando a diversidade de perspetivas das fontes, parece-me que tanto média como media são opções corretas. Mas continuo a preferir media, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciênciasde Lisboa, que não regista média, ou o Ciberdúvidas (sou um fã incondicional desta magnífica equipa). Transcrevo, com a devida vénia, um extrato de uma resposta dada a um consulente:
Mesmo quem diga media, acentuando o e e com valor de plural, não pode usar o acento gráfico, porque está a usar um plural neutro latino, media, cujo singular é medĭu-, «meio». A pronúncia “mídia” é a imitação da que lhe dão os ingleses. F. V. P. da Fonseca:: 15/06/2007
Bom resto de domingo!
ProfAP
P.s.: Para informações com mais detalhes sobre este assunto, clique AQUI.