SEGUIDORES

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Receita 11: Morcela grelhada com grelos e arroz de rúcula

Foto tirada cá em casa com a morcela referida na receita!
Como prometido na mensagem anterior, aqui vos deixo uma sugestão com a receita com que decidi honrar uma das morcelas caseiras adquiridas em Folgosinho (Gouveia).
Morcela grelhada com grelos cozidos e arroz de rúcula
Ingredientes (três pessoas)
.1 morcela grande (não é a de arroz)
.1 molho de grelhos (couve, nabo ou couve-nabo)
.1 copo de arroz carolino
.rúcula (cerca de 100 gramas)
.3 dentes de alho, azeite (3 colheres de sopa) e coentros
.água, sal e pimenta
 A. A morcela
1. Pré-aqueça o forno elétrico durante cinco minutos a 180 graus.
2. Ponha a morcela dentro de um tabuleiro (sem qualquer líquido ou gordura).
3. Depois de 10 minutos, vire-a e deixe ficar mais 10 minutos.
B. O arroz
1. Num tacho, leve ao lume, durante 1 minuto, os alhos (passados pelo esmagador de alhos), o azeite e uma pitada de pimenta preta. Vá mexendo para não agarrar.
2. Com o copo com que mediu o arroz, ponha três copos de água no tacho e deixe levantar fervura.
3. Junte a rúcula cortada (um dedo de largura) e uma pitada de sal.
4. Depois de recomeçar a ferver, conte 10 minutos.
5. Junte os coentros picados, mexa e deixe ficar mais 3 minutos. Sendo necessário, junte um pouco mais de água (quente) para o arroz ficar malandrinho.
6. Desligue o lume, tape o tacho e deixe repousar mais 5 minutos.
C. Prà mesa!
1. Coloque no fundo de cada prato um manto de grelos (cozidos em água e sal) e tempere-os com azeite e um borrifo de vinagre balsâmico.
2. Junte, ainda quente, um terço da morcela, uma rodela de laranja e o arroz de rúcula.
Resta-me desejar bom apetite e uma doce Páscoa (como festividade que é, mantém a sua maiúscula) para todos!
ProfAP

Nota: A opção por este arroz tem a ver com o aproveitamento da produção bem sucedida da minha rúcula biológica. Tendo em conta o seu sabor intenso, pareceu-me que poderia dar um arroz apetitosamente personalizado. E deu! Há também um excelente arroz de feijão-verde (o Acordo trouxe-nos este hifenezito...) de que vos falarei numa outra receita.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

No restaurante "O Albertino", em Folgosinho...

Vista parcial da vila a partir do castelo

“Começou por ser uma tasca/ mercearia. Hoje é paragem obrigatória para quem estiver de visita à Serra da Estrela. Pelo menos para mim tornou-se…no dia a seguir logo se faz dieta porque em dia de ir ao Albertino, o melhor é jejuar antes para ter tanta barriga como olhos.
Fazer reserva é prudente (Tel.: 238 745 266 ou 238 745 104) e, Domingo ao jantar e 2ª feira são os dias de “descanso do pessoal”. Que bem merece! Nas primeiras 3 semanas de Setembro também estão fechados para férias (consta…mas não custa confirmar).”
 Foi esta apresentação prometedora que encontrei na net. Como ia passar três noites na região (aproveitando promoções interessantes da Lifecooler), com a minha mulher, fui experimentar este “atentado à contenção alimentar”.
1. A Viagem para Folgosinho (foral no ano de 1187 por D. Sancho I).
Estalando instalados no Grande Hotel das Caldas da Felgueira (Canas de Senhorim), saimos em direção a Seia, onde fomos tomar um café e comprar queijo de ovelha e mel de rosmaninho. Continuámos viagem (direção Celorico da Beira), dando um saltinho a Passos da Serra para recolher um saco de feijocas para semear que me ofereceram. A localidade e o caminho para lá chegar são belíssimos!
Depois de prosseguirmos em direção a Celorico, encontrámos o caminho para Folgosinho. Sempre a subir a estrada, qual serpente bonacheirona a abraçar a serra, bordada, à esquerda e à direita, por arbustos a ostentar, orgulhosos, as suas flores brancas.
Vigiados pelo castelo empoleirado nas rochas mais altas (de quartzo branco rosado), chegámos ao centro da vila, a 933 metros de altitude.
2. Quase no restaurante…
Mesmo antes de ir conhecer o nosso novo palco gastronómico, fomos comprar mel de um produtor local e duas morcelas anunciadas como “caseiras” (a pensar numa receita que em breve aqui partilharei).
O leitão...
3. O Albertino… Finalmente!
A. Preço por pessoa: 15€, independentemente do que seja consumido.
B. Entradas: pão (pareceu-me ser de centeio), morcela e linguiça (fritos) e queijos (de ovelha amanteigado e de cabra).
Tudo muito bom, sendo os enchidos ligeiramente picantes.
C. Pratos principais:
1. Arroz de cabidela de coelho.
Apetitoso! O vinagre no ponto, respeitando a delicadeza da carne.
2. Leitão assado no forno.
Muito bom! Acabinho de sair do forno e servido com laranja e batata assada (cf. imagem). O típico tempero de pimenta estava na medida certa.
3. Cabrito assado no forno.
Carne muito tenra e dourada por uma assadura no tempo correto. Único senão: faltava-lhe tempero. Uma pena…
4. Vitela estufada com cogumelos. Acompanhamento: arroz de cenoura.
Carne saborosa, mas um pouco rija…
5. Feijoada de javali.
Por favor, uma salva de palmas! Di-vi-nal! Carne saborosa e macia, feijão cozido no ponto.
D. Várias bebidas à escolha.
Optei pelo jarro de tinto da casa e gostei.
E. Sobremesas: leite creme, arroz doce e requeijão com doce de abóbora.
Tudo muito bom!
F. Também estão incluídos no preço o café e um digestivo. Pode escolher entre licores, aguardente e jeropiga.
Optámos pela jeropiga. Uma boa escolha!

Sugestões:
1. Prove pouco de cada prato, transformando a refeição numa degustação. Pode fazer como nós, pedindo para lhe reduzirem as quantidades.
2. Também prescindir de alguns pratos: o cabrito e a vitela, por exemplo. Mas não deixe de provar o leitão e o javali!
3. Para saber mais sobre esta vila magnífica, clique AQUI e AQUI.

Bom apetite! ;)
ProfAP

terça-feira, 3 de abril de 2012

Mudanças no AO? Parece que não...

Ministros da Educação da CPLP manifestaram empenho no Acordo Ortográfico
(30.03.2012 - Lusa)

Os ministros da Educação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) manifestaram nesta sexta-feira em Luanda o seu empenho em adoptar o Acordo Ortográfico (AO) como ferramenta de promoção e defesa da língua portuguesa.
O compromisso consta da Declaração Final aprovada no final da VII Reunião de Ministros da Educação da CPLP, que hoje se realizou em Luanda.
No final dos trabalhos, o ministro Nuno Crato, que representou Portugal no encontro, destacou o facto de os oito Estados membros terem declarado “o empenho em levar para a frente o processo do acordo ortográfico”.
“Há uma declaração assinada por todos. Agora, cada país tem o seu calendário, cada país tem as suas dificuldades. Falou-se bastante do vocabulário ortográfico comum, dos vocabulários nacionais que estão a ser construídos”, acrescentou.
Segundo Nuno Crato, neste momento não se está a trabalhar na revisão do AO, “está-se a falar é dos calendários diferentes que os países têm para adopção do AO”.
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi aprovado em 1990 e entrou em vigor no início de 2009 no Brasil e em 13 de Maio de 2009 em Portugal.
Em ambos os países foi estabelecido um período de transição em que tanto as normas anteriormente em vigor como as introduzidas por esta nova reforma são válidas: esse período é de três anos no Brasil e de seis anos em Portugal.
À excepção de Angola e de Moçambique, todos os restantes países da CPLP já ratificaram todos os documentos conducentes à aplicação desta reforma.
As reticências de Angola foram explicadas no final dos trabalhos pelo ministro da Educação deste país aos jornalistas.
“Angola, pelos estudos que realizou, verificou que haveria dificuldades de implementação do AO, por várias razões ligadas a aspectos técnicos. Nesta reunião, esses aspectos foram apreciados e há consenso para se terem em conta essas insuficiências”, sublinhou Pinda Simão.
“Não pomos em causa o AO. Queremos reforçar e consolidar o AO”, acentuou.
Nesse sentido, e segundo a Declaração Final aprovada na reunião, foi recomendado ao Secretariado Executivo da CPLP a constituição de um grupo técnico, que integrará académicos que vão fazer estudos adicionais e identificar, de acordo com o governante angolano, “os obstáculos que podem dificultar a aplicação do AO”.
Outras questões abordadas nesta reunião da CPLP foi a intensificação da cooperação escolas dos países da CPLP.
Nuno Crato destacou a reafirmação deste conceito como um “projecto educativo” constituir “uma oportunidade para escolas diferentes cooperarem em diferentes projectos, sejam científicos, culturais ou literários”.
Finalmente, os ministros da CPLP decidiram formalizar o apoio às Olimpíadas de Matemática da Lusofonia, cuja próxima edição se realiza no verão, em Salvador da Bahia, Brasil. 
Fonte: http://www.publico.pt/Cultura/ministros-da-educacao-da-cplp-manifestaram-empenho-no-acordo-ortografico-1540139

quinta-feira, 29 de março de 2012

Acordo: (re)introdução do k, w e y no alfabeto

Como determina a Base I do Novo Acordo Ortográfico, são introduzidas no alfabeto as letras k, w e y.
Com mais rigor, deveríamos dizer “reintroduzidas”, uma vez que elas estiveram no alfabeto até 1911, data em que foram banidas. Repare na transcrição da Base I do Reforma Ortográfica de 1911:
“São proscritas de todas as palavras portuguesas, ou aportuguesadas, as letras k, w, y, as quais serão respectivamente substituídas pelas seguintes: k por qu antes de e, i; por c em qualquer outra situação; w por u, ou por v, conforme fôr a sua pronúncia; y por i. Escreveremos, pois, caleidoscópio, quermes, Venceslau, valsa, tipo, lira, fisiologia, etc.
Excepções: 1.ª Poderão usar-se essas letras em vocábulos derivados de nomes próprios estrangeiros, em que sejam legítimamente empregadas; ex.: kantismo, darwinismo, byroniano (Kant, Darwin, Byron), os quais, porêm, será lícito escrever, em harmonia com a pronuncição, cantismo, daruinismo, baironiano. Confrontem-se Copérnico, de Kopernik, Antuérpia, de Antwerp, (h)iate, de yacht.
2.ª Continuam em uso os símbolos W, para denotar o Oeste, e K como abreviatura de unidade métrica, e tambêm na forma international kilo***, que todavia se poderá escrever quilo***; tanto mais, que o k é um grosseiro êrro nesta palavra, pois o correspondente termo grego se escreve com χ, e não κ.”
Abraço a todos.
ProfAP

quarta-feira, 28 de março de 2012

Acordo: Artigo-esclarecimento de Francisco José Viegas

Valorizar o Acordo Ortográfico * (Francisco José Viegas**)

 Um artigo-esclarecimento do secretário de Estado da Cultura português, depois das suas declarações à TVI 24, admitindo «melhorias pontuais» ao Acordo Ortográfico. Publicado no semanário Expresso de 3/03/2012.

É bom quando isto acontece: o país discute a sua Língua. Estamos pouco habituados a fazê-lo. Mesmo quando se trata apenas da ortografia, o debate revela que os portugueses estão disponíveis para que um tema desta natureza marque a “agenda política corrente”.
Decorridos vinte anos de negociações políticas e académicas, algumas declarações trouxeram para o espaço público um debate de âmbito plurinacional em torno da língua portuguesa. O trabalho científico, inicialmente liderado pela Academia Brasileira de Letras e pela Academia de Ciências de Lisboa, rapidamente se estendeu a toda a sociedade, para lá da esfera estritamente académico-filológica, prolongando o debate do qual resulta, afinal, o AO. Essa é, aliás, a grande virtude do AO: resulta da vontade de diferentes países coincidirem na elaboração de uma ortografia comum aos falantes de diversas proveniências geográficas. Por isso se chama Acordo.
É sobre este aspeto que convém sublinhar a importância de reunir e integrar diferentes contributos que visem a melhoria das bases que sustentam o AO. Esse trabalho compete aos estudiosos e investigadores e não, em circunstância alguma, ao poder político.
Tal não significa, porém, que o AO esteja em causa, tal como não está a vontade expressa de aproximação dos Estados envolvidos. Nem faria sentido, neste momento e depois dos avultados investimentos que os sectores público e privado realizaram nas nossas escolas, voltar atrás nas decisões essenciais sobre o AO. De resto, a resolução do Conselho de Ministros de janeiro de 2010 resulta de um diálogo entre diversos países e instituições académicas e o AO está em vigor desde janeiro de 2012 em todos os organismos sob tutela do Estado. O poder político não porá em causa esse esforço que visa a afirmação de uma identidade ortográfica comum entre os países unidos pela língua portuguesa.O debate atual mostra-nos, no entanto, que não existe unanimidade sobre a matéria. Nunca existirá. Mas é possível aproximarmo-nos desse ponto.
Não se trata, ao contrário do que supõem algumas vozes pouco familiarizadas com o debate (ou que fazem dele motivo de escândalo), de pôr em causa o AO; trata-se, isso sim, de incorporar sugestões e melhorias ao corpo dessa reforma negociada entre os vários países subscritores. As minhas declarações sobre o assunto (e sou insuspeito, como autor da primeira coluna diária da imprensa portuguesa conforme às regras do AO) vieram nesse sentido. É claro que eventuais alterações muito pontuais não podem ser definidas unilateralmente, mas no contexto multinacional de que o AO resulta. Seria absurdo que não se conseguisse esse consenso quando se trata do nosso idioma, um bem inestimável que identifica milhões de falantes e que pode abrir as portas a um maior entendimento entre eles.
O debate político frequentemente resvala, entre nós, para um modelo inquisitorial; é uma pena. Mesmo os que declararam a possibilidade de introduzir “alterações pontuais” ao AO imediatamente ergueram a sua voz para clamar contra a introdução dessas mesmas alterações. É isto que não se compreende.

* Artigo publicado no semanário Expresso do dia 3 de março de 2012 :: 07/03/2012

** Jornalista, escritor, secretário de Estado da Cultura do IX Governo Constitucional português.
In www.ciberduvidas.pt

domingo, 25 de março de 2012

35 anos é muito tempo...

Este mês de março de 2012 é um marco na minha vida profissional.
Passaram 35 anos desde a primeira vez que entrei numa sala de aula como professor. Milhares de alunos no ensino público (mas também no privado e até na Base Aérea nº 2 na OTA); entre a formação inicial e contínua, interagi com prazer com muitas centenas de professores.
Os últimos anos marcarão para sempre a minha memória: instabilidade, desrespeito pelo trabalho de quem está no terreno, teias burocráticas estúpidas e inconsequentes, esquemas kafkianos de avaliação (?) do desempenho. Tudo condensado numa tristeza persistente e num desencanto que foi ficando, ficando…
E se o meu desejo era que estes últimos sete anos fossem apenas um parênteses, afinal irão ser o ponto final… parágrafo!
Não baixei os braços, muito pelo contrário! Vou erguê-los bem alto e voar, riscando o azul de outros céus ;)
Bom resto de domingo para todos!
ProfAP

P.s.: Para que não fique a ideia de que há ressentimentos em relação à avaliação do desempenho, gostaria de acrescentar que, ao contrário de outros, não tenho qualquer razão de queixa, pois fui avaliado com generosidade em ambos os biénios. Mas que a ADD é um monstro (tosquiado e maquilhado pela nova tutela) sem validade nem fiabilidade, lá isso é!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Receita 10: Omeleta de esparguete com grelos

Sem ideias para o almoço de ontem, abri o frigorífico e percorri as prateleiras para uma avaliação rápida do potencial dos restos do dia anterior: esparguete cozido e grelos de nabo cozidos. Hum... Interessante! - pensei. Acendeu-se uma luz e aqui fica o resultado: uma refeição completa muito saborosa.
Omeleta de esparguete com grelos

Ingredientes para 2 ou 3 pessoas:
.esparguete cozido (uma mão cheia)
.grelos cozidos (uma mão cheia). Pode usar também brócolos, couve-flor ou outros legumes cozidos.
.3 ovos (batidos com sal e pimenta preta moída no momento)
.azeite (5 a 6 colheres de sopa)

Preparação:
1. Ponha o esparguete (cortado no sentido do comprimento em pedaços com cerca de 2 cm) e os grelos (também cortados) numa frigideira antiaderente com o azeite e deixe apurar em lume médio durante 4 a 5 minutos.
2. Junte os ovos batidos e deixe cozinhar. Quando tiver a consistência da omeleta, vire.
3. Sirva de imediato.

Sugestão:
Bebida: um sumo de laranja natural.                                                                       
Sobremesa: uma rodela de abacaxi bem maduro borrifada com moscatel de Setúbal.

Bom início de primavera para todos!
E já que a primavera chegou, clique AQUI, entre no meu blogue dedicado à literatura portuguesa e aprecie o “Quando vier a primavera” (Fernando Pessoa).

ProfAP