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domingo, 15 de janeiro de 2012

Receita 4: Farinheira no forno com couve galega estufada com azeite e alho

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Alimente o corpo e espevite a alma, com mais uma proposta gastronómica (como sempre, testada e avaliada pela família). Desta vez, trata-se de um petisco-refeição económico e muito fácil de confecionar.

Farinheira no forno com couve galega estufada em azeite e alho

Ingredientes:
.1 farinheira certificada de qualquer região do país.
. sal, pimenta preta moída no momento e azeite
. 4 dentes de alho
Preparação:
A - O estufado de couve
1. Numa caçarola com tampa, ponha os alhos esmagados em papa no azeite durante um minuto, mexendo sempre.
2. Junte a couve cortada muito finamente como se fosse para caldo verde. Ponha uma pitada de sal e pimenta a gosto moída no momento.
3. Junte água (muito pouca), mexa, tape a caçarola.
4. Deixe estufar em lume mínimo e vá mexendo de 3 em 3 minutos. Sendo necessário, junte mais água.
5. Dependendo de gostar da couve mais ou menos al dente, estará pronta em cerca de 20 minutos.

B - A farinheira
1. Num pirex destapado, leva a farinheira ao forno (potência média) durante 20 a 25 minutos em função de a querer mais ou menos tostada. 
Sugestões para servir este prato:
. Sirva com um vinho tinto não muito áspero (um Dão será uma boa opção).
. Para a sobremesa algo simples mas vistoso: uma laranja cortada às rodelas. Sobre cada rodela ponha uma pitada de canela e uma folha de hortelã. Se a laranja for ácida, um fiozinho de mel sobre a rodela fará um milagre! 
. E tudo o que a sua imaginação ditar será bem-vindo...
Bom apetite!
AP

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Os meses do ano continuam a ser nomes próprios?

O caso das palavras que passam a escrever-se obrigatoriamente (como os meses e as estações do ano) ou opcionalmente (como os nomes das disciplinas ou as formas de tratamento) com maiúscula ou minúscula levanta, para muitas pessoas, a dúvida: tratando-se de um acordo ortográfico (que supostamente apenas alteraria a ortografia), as palavras que passaram a ser escritas com minúscula continuam a fazer parte da classe de palavras dos nomes próprios (antigos substantivos próprios)?
Todas as palavras que (por opção ou obrigação) forem escritas com minúscula passam para a classe dos nomes comuns
Transcrevo, com a devida vénia, uma pergunta endereçada ao Ciberdúvidas sobre o assunto e a respetiva resposta:
“[Pergunta] Segundo as normas do novo Acordo Ortográfico, os nomes das disciplinas e dos meses do ano passam a escrever-se com minúscula. Passarão a classificar-se como nomes comuns, ou manterão a classificação de nomes próprios? Obrigada. Maria Vaz :: Professora :: Lisboa, Portugal

[Resposta] Considera-se que passam a ser classificados como nomes comuns, tal como acontece com os nomes dos dias da semana. Note-se, contudo, que o novo Acordo Ortográfico é omisso sobre esta questão, como aliás apontam uma resposta do Ciberdúvidas (ver Textos Relacionados) e um comentário disponível numa página da Porto Editora. Carlos Rocha :: 06/10/2011” In http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=29987 (acedido em 9.1.2012)

Boas maiúsculas e minúsculas para todos!
AP

domingo, 8 de janeiro de 2012

NOVO ACORDO - As duplas grafias mais uma vez...

Boa noite a todos!
Verifiquei que havia lapsos na lista das duplas grafias para Portugal, África lusófona e Timor-Leste. Entre outras pequenas anomaliaas, uma palavra a mais e duas a menos. Depois de uma revisão à lupa, está tudo em ordem! Fazendo fé nas extensas listas do Vocabulário da Mudança (Portal da Língua Portuguesa), são 233 casos de dupla grafia. A maior parte das palavras são pouco conhecidas e de uso improvável. Ainda assim, poderá será útil ter a lista sempre à mão.
Boa escrita e bom resto de domingo deste fim de semana em cheio para os benfiquistas (grupo de que faço parte)... ;)
Para ter acesso à lista, clique AQUI!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Novo Acordo: o caso de pêra/peras e pêro/peros

Recorrendo a uma questão apresentada no seminário realizado em Mafra em 22.12.11, aqui fica a partilha de um esclarecimento:
1) As palavras pero e pera perdem o acento com o Novo Acordo, uma vez que desaparece a maior parte dos dos acentos distintivos. Exceções:
Para todo o espaço da lusofonia - pôr/por e pôde/pode;
Para Portugal e África lusófona/Timor-Leste - dêmos/demos e andámos/andamos (aplicável a todos os verbos da 1ª conjução).
2) Quanto aos plurais peros e peras, já não levavam acento.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Últimas sobre o Acordo Ortográfico

Antes de mais, quero desejar que todos possam encontar formas de fintar a crise e de, à sua maneira, serem felizes. Nem que seja de vez em quando...
Quanto ao Acordo, transcrevo, com a devida vénia, este post publicado em 22/12 no blogue da Priberam.
 Últimas sobre o Acordo Ortográfico
“Nem grande entusiasmo, nem grande rejeição” – é este o balanço que o jornal Público faz dos primeiros três meses de aplicação do novo Acordo Ortográfico (AO) no ensino oficial em Portugal.
Segundo o artigo publicado no passado dia 17 de Dezembro, apesar de, no geral, o clima de aceitação do AO nas escolas portuguesas ser morno, havendo aceitação e discordância q.b., persistem confusões. Uma delas é esta:
«Algumas bases são extremamente subjectivas”, diz [Edviges Ferreira, presidente da Associação de Professores de Português]. “Sobretudo no que diz respeito ao uso do ‘p’ e do ‘c’, em que, em muitos casos, a pessoa pode escrever conforme lhe apetecer. Se disser Egito escreve sem ‘p’, mas se disser Egipto escreve com ‘p’.
Mas depois o acordo contradiz-se.” E como faz para resolver essas contradições quando está a dar formação? “Explico isso, e aconselho os colegas a ensinar os meninos a escrever como dizem. Nesse caso, o professor não os pode penalizar”.»
Curiosamente, e como já aqui se explicou, a palavra Egito surge no texto legal do AO como um exemplo claro em que a consoante “p” não se pronuncia, pelo que não se trata de um caso de dupla grafia.
Outra confusão é a que diz respeito ao hífen de cor-de-rosa:
«Também Ana Soares diz que as dificuldades que têm surgido resultam de regras cuja lógica nem sempre é perceptível – por exemplo, o hífen, que deixa de existir em cor-de-rosa, mas não em cor-de-laranja [sic]. Curiosamente, é o mesmo exemplo que Fátima Gomes utiliza para lamentar que a questão da hifenização “tenha muitas excepções, e depois excepções dentro das excepções.”»
Contrariamente ao que é dito acima, à luz do novo AO, cor-de-rosa mantém o hífen mas cor-de-laranja perde-o (ver ponto 6.º da Base XV). Esta não é, porém, uma inovação do AO, pois tal incongruência – a escrita de cor-de-rosa com hífen mas de cor de laranja sem hífen – já acontecia na norma anterior (ver alínea b da Base XXVIII do Acordo Ortográfico de 1945 e Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa, Coimbra, Atlântida, 1947, p. 202, n.º 2 e p. 243, n.º 4).
Aguarda-se que a publicação do Vocabulário Ortográfico Comum (previsto no art. 2.º do AO), recentemente anunciado para 2014, esclareça de vez estas e outras confusões.
Entretanto, com ou sem confusões, a adopção efectiva do AO na Assembleia da República e em todos os serviços, organismos e entidades dependentes do Governo, bem como no Diário da República, entra em vigor já a partir de 1 de Janeiro de 2012.
In http://blogue.priberam.pt (acedido em 31/12/2011)
Nota: As palavras e expressões destacadas a cor-de-rosa funcionam como links.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Acordo: maiúscula inicial em pontos cardeais

Boa noite!
Um cumprimento especial ( e um agradecimento pelo carinho com que me trataram) aos colegas que estiveram na sessão sobre o Acordo realizada no dia 22/12 na Esc. Sec. José Saramago, em Mafra. Relativamente à questão do uso de maiúscula/minúscula, deixo-vos uma resposta dada pelo "flip" a uma pergunta sobre o assunto.
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"Quando devo usar iniciais maiúsculas e quando devo usar iniciais minúsculas nas palavras "norte", "sul" e similares?
Mitch (Brasil)
Segundo o Acordo Ortográfico de 1945, os pontos cardeais deverão ser maiusculados quando designam regiões, independentemente de serem usadas de modo absoluto ou de restringirem explicitamente a área de um topónimo (ex.: Norte de Portugal, Sul de Espanha, foram ao Norte e voltaram na terça-feira).
O Acordo Ortográfico de 1990 introduz uma ligeira diferença no que respeita à maiusculação dos pontos cardeais, que passam apenas a escrever-se com maiúscula inicial quando se usam de modo absoluto (isto é, quando não estão junto a um topónimo) para designar uma região. Assim, por exemplo, passará a escrever-se no Norte quando se quer dizer no norte de Portugal e no Oeste quando se quer dizer no oeste africano. A minúscula mantém-se sempre que o ponto cardeal esteja adjunto ao nome de uma região (ex.: norte de Portugal, sul de Espanha, nordeste brasileiro, norte da Europa).
"
Que o Natal, para além de doce, possa ser feliz para cada um de vós!
AP